“Como profissionais, Artigas e Koolhaas reforçam o
otimismo e a confiança na prática arquitetônica, que
reconhece as conquistas da sociedade e o desejo na
continuidade de sua contribuição.”
Patrícia Pereira Martins
Separados por três décadas e por dois continentes, João Vilanova Artigas e Rem Koolhaas raramente aparecem lado a lado. A autora investiga o que aproxima os dois arquitetos, a convicção de que o projeto arquitetônico
carrega responsabilidade política e social diante da cidade.
Rampas, cortes, espaços pensados para o encontro. Ao investigar a obra e o discurso de Artigas e Koolhaas, Patrícia Martins revela um vocabulário arquitetônico que os aproxima, mesmo depois de décadas.
No projeto gráfico, as letras ganham escala monumental, exploradas em sua forma e contraforma nas aberturas de capítulo e nos elementos de capa. O recurso tipográfico funciona como metáfora direta dos próprios projetos arquitetônicos discutidos no livro, entre cheios e vazios, estrutura e espaço.
O livro A forma ética de Vilanova Artigas e Rem Koolhaas,
da pesquisadora Patrícia Pereira Martins, é finalista do
Prêmio Jabuti 2026. Segundo reconhecimento da autora
no prêmio depois de Arquitetura e Realidade, finalista
em 2024. A obra aproxima dois arquitetos de gerações
opostas a partir de um tema central em sua pesquisa: a
ética como fundamento do projeto arquitetônico.
O volume reúne a pesquisa de pós-doutorado
desenvolvida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da Universidade de São Paulo, dando sequência
aos resultados alcançados em seu doutorado sobre
metodologias de projeto contemporâneas. A análise
passa por obras como a sede da FAUUSP, projetada por
Artigas (1961), e a Kunsthal de Roterdã, de Koolhaas
(1992), além de textos e teorias dos dois arquitetos.
Patrícia Martins identifica, entre os dois arquitetos,
afinidades que atravessam décadas de diferença, como
a valorização do processo em detrimento da forma e o
interesse por espaços que estimulem o encontro entre
pessoas. Dessas afinidades nasce a hipótese central da
obra, a de uma arquitetura pensada como infraestrutura.
No prefácio, a professora Mônica Junqueira de Camargo
destaca a pertinência da comparação entre a FAUUSP
e a Kunsthal de Roterdã para “aferir a questão ética
desses arquitetos”, e nota como o princípio ético, diante
das crises sociais e ambientais do presente, ganha
caráter de sobrevivência social. A leitura proposta
pela autora reforça esse vínculo entre teoria, projeto e
responsabilidade profissional.
O projeto gráfico é trabalhado inteiramente em preto e
branco, com alto contraste entre os elementos. O grid
separa com clareza as colunas de texto e as colunas
estreitas destinadas às notas, criando uma dinâmica
vertical que remete à construção de edifícios. Essa
mesma lógica orienta a escolha tipográfica. Uma família
com espaços em branco maiores nos caracteres conduz
o texto corrido com boa legibilidade, enquanto uma
variante condensada resolve o desafio das colunas
estreitas de notas sem perder clareza. A hierarquia
entre títulos, textos, legendas e notas se apoia nesse
mesmo jogo de peso e forma. A encadernação Otabind
permite abertura total do miolo, revelando sem cortes as
imagens e manchas gráficas de cada página.
Editor
Alex Mazzini
Revisão Técnica
Francesco Perrotta-Bosch
Preparação e revisão
Mariana Faria
Projeto gráfico
Alex Mazzini
Imagem de capa
Casa da Música
Patrícia Martins
FAU-USP
Nelson Kon
Comitê Editorial
Francesco Perrotta-Bosch
Luciana Tombi Brasil
Mônica Junqueira de Camargo
ISBN
978-65-89876-18-2
Autora
Patrícia Pereira Martins
Tiragem
100 exemplares
Tempo de produção
12 meses
Formato
160 x 230 mm
Quantidade de páginas
176
Suporte
Alta Alvura 120 g/m2
Cartão Supremo 250 g/m2
Número do cores miolo
1 cor – Preto e Branco
Acabamento
Brochura com grandes
orelhas e encadernação
Otabind
Tipografia
Fira Sans, Public Sans e
Saira Condensed
Autora
Mirella Marino
Tiragem
200 exemplares
Tempo de produção
12 meses
Formato
130 x 190 mm
Quantidade de páginas
5 cinco cadernos/pôsteres
Suporte
Munken Lynx Rough 120 g/m²
Papelão 2mm
Número do cores miolo
1 cor – Preto e Branco
Acabamento
Carimbo, corte, dobras e montagens manuais
Tipografia
Barlow e Overpass
Fotografias do site
Nino Andrés















